Projeto Dom Helder e UFERSA debatem importância do reuso da água

materia - PROJETO DOM HELDER E UFERSA DEBATEM IMPORTÂNCIA DO REUSO DA ÁGUA

O uso racional da água centralizou as discussões na manhã desta terça-feira, 18 de dezembro, durante a reunião do Workshop Bioágua Familiar, promovido pela Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, Fundação Guimarães Duque, Assessoria, Consultoria e Capacitação Técnica Orientada Sustentável (ATOS) e Projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (PDHC-MDA). Ao abrir o Workshop, o reitor da UFERSA, professor Arimatea de Matos ressaltou a importância da reutilização da água. “Sabemos que 70% do consumo de água é destinado a agricultura”, frisou, salientando a importância de práticas voltada para o reuso.

Para o reitor, a importância do workshop é trazer essa discussão com as novas técnicas voltadas para o reaproveitamento desse recurso hídrico. “O reuso da água na agricultura é uma prática que precisa de otimizada”, colocou. Há quatro anos a UFERSA trabalha em parceira o Projeto Dom Helder Camara, do Ministério do Desenvolvimento, para a adoção dessa prática na região do semiárido.

“Esse Workshop tem a sua importância ao incentivar a utilização da água de forma racional, transferindo para a sociedade, não apenas a responsabilidade, mas também alternativas para o bom uso da água”, afirmou o pró-reitor de extensão e cultura, o professor Luiz Augusto Cordeiro. O presidente da Fundação Guimarães Duque, o professor Rodrigo Sérgio, ressaltou a importância do Projeto Dom Helder Camara. “São tecnologias valiosas para o homem do campo que mostram resultados positivos com o reuso da água”, complementou o professor, Rodrigo Sérgio.

O Projeto Dom Helder Camara trabalha com tecnologias sustentáveis voltadas para a preservação do meio ambiente e a produção de alimentos. “O Bioágua é um projeto voltado para o combate à miséria e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida”, informou Fábio Santos, coordenador técnico do Projeto Dom Helder Camara.

O Bioágua é desenvolvido no Rio Grande do Norte, em parceria com a Ong Atos, nas regiões do Seridó, Sertão Central, Alto Oeste e Mato Grande. “O Bioágua Familiar beneficia centenas de famílias da agricultura de todo a região nordeste”, ressaltou Robson Luiz Gurgel.

Durante o Workshop foram apresentados os principais problemas e soluções para a região do semiárido nordestino. Para o coordenador técnico do Projeto Dom Helder Camara, Fábio Santos, as discussões perpassam pelas dimensões sociais, ambientais, culturais e tecnológicas. “A retirada do bioma caatinga é o ponto mais crítico”, acrescentou, mostrando a preocupação com a vegetação caatinga ser utilizada para a produção de carvão, colocou. Para Fábio Santos, a alternativa está na utilização de tecnologias voltadas para a convivência com o Semiárido.

A contribuição da UFERSA é monitorar a qualidade da água, do solo e das hortaliças produzidas com o reuso da água cinza. “Diante dos resultados sugerimos adequações ao projeto”, informou a professora Solange Dombroski, representante da UFERSA no Projeto Bioágua Familiar. Segundo a professora, antes, a irrigação era feita por microaspersão, gotejamento e manual. Porém, estudos indicaram que a irrigação mais correta seria apenas por gotejamento.

Assessoria de Comunicação da UFERSA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s