Os benefícios ambientais do Bioágua Familiar

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Onde antes a água suja vinda das tubulações da casa do agricultor familiar Francisco Evanildo Costa de Melo encharcava o solo, poluindo-o e deixando mau cheiro, hoje existe um quintal produtivo repleto de verduras que são inseridas na alimentação da família. Essa transformação na propriedade do agricultor é devido ao Bioágua Familiar, um sistema que permite reutilizar a água usada na casa para lavar louça, roupas e tomar banho – chamada de água cinza -, para irrigação de quintais produtivos. No Rio Grande do Norte, 200 Bioáguas Familiares estão sendo instalados em nove municípios do Sertão do Apodi.

“Antes do Bioágua não tínhamos nenhuma planta aqui e era tudo jogado a céu aberto, ficava um poço de lama, juntava muito mosquito e saia um mau cheiro. O sistema do Bioágua, além de trazer capacitações para que a gente conseguisse reaproveitar a água, que aqui é tão pouca, nos deu a oportunidade de termos algumas plantas no quintal, além de aprender como usar o solo e melhor conviver com o Semiárido. Está sendo um ensinamento pra gente de como conseguir viver com pouca água”, comenta o agricultor.

O Bioágua na propriedade de Francisco foi o primeiro a ser construído no Assentamento Santa Agostinha, em Caraúbas/RN, e por isso serviu como Bioágua Escola, onde foram realizadas as formações com os agricultores para aprender a dimensionar, implantar e manejar em suas propriedades o Bioágua Familiar, e que serviu de referência para os demais Bioáguas a serem construídos na localidade.

Além de eliminar a água cinza que ficava acumulada no terreno causando mau cheiro, o Bioágua Familiar mudou a relação dos agricultores com o solo. “Depois do Bioágua, começamos a fazer compostagem, a fazer a cobertura morta, adubação verde. Antes, a gente juntava e queimava, achava que estava fazendo um benefício, que seria melhor se o solo estivesse todo limpinho. Hoje a gente sabe que esse bagaço, esse mato seco é necessário para que o solo se fortaleça. Então, a gente aprendeu e vem aprendendo cada dia mais a conservar o solo, o que é muito importante, pra que a gente possa plantar e colher nos nossos quintais”, explica.

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