Projeto Bioágua Familiar disponibiliza Banco de Dados online

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Numa região onde a água é um bem tão escasso, o Sistema Bioágua Familiar (SBF), que reutiliza a água usada na casa para lavar louça, roupas e tomar banho – chamada de água cinza – para a irrigação de quintais produtivos, é um importante instrumento para a convivência com o Semiárido. No Rio Grande do Norte, 200 Bioáguas Familiares estão sendo instalados em nove municípios do Sertão do Apodi. E para que mais famílias agricultoras possam, no futuro, ter acesso aos SBF, o Projeto Bioágua Familiar disponibiliza um banco de dados com valiosas informações relacionadas aos bioáguas, desde cartilhas com orientações de sua construção e manutenção à artigos científicos e boletins periódicos com avaliações dos sistemas instalados.

De grande importância do ponto de vista ambiental, esse banco de dados é fundamental para estimar a melhoria na vida das famílias agricultoras do Sertão do Apodi. Boletins com uma breve análise técnica de fácil compreensão, publicados periodicamente e disponibilizados ao público no site do projeto, permitem avaliar a produção de água cinza, a produção alimentar e a qualidade sanitária dos alimentos dos Sistemas Bioágua Familiar instalados na região.

No banco de dados também está disponível a metodologia aplicada para a ação educação ambiental do Projeto Bioágua Familiar. A estratégia pedagógica adotada envolve oficinas teóricas, com dinâmicas, jogos e atividades externas; visitas de intercâmbio; estabelecimento de relações com famílias agricultoras da própria comunidade e comunidades vizinhas, que desenvolvam o Sistema Bioágua Familiar (SBF) e tragam em sua concepção o respeito ao ambiente e as práticas de conservação e bom uso dos recursos naturais.

A partir do banco de dados, é possível analisar a quantidade de água cinza produzida nos sistemas que antes era despejada indiscriminadamente podendo causar diversos problemas ambientais, e que agora é usada para produzir alimentos no quintal das residências para as famílias sertanejas. No bioágua da agricultora familiar Maria Goretti, localizado na comunidade de Cachoeira II na cidade de Caraúbas, por exemplo, a média de produção de água cinza foi cerca de 343 litros por dia entre agosto e setembro de 2014. Já o bioágua da agricultora Rita do Rosário, no Assentamento Sítio do Góis em Apodi, entre agosto e outubro do mesmo ano produziu aproximadamente 451 L/dia de água cinza. Os dois SBF’s em 106 dias produziram juntos um total de 44.551 litros de água cinza. Esses valores representam a quantidade de água que era desperdiçada e que hoje é reutilizada na produção de frutas e hortaliças, aumentando a eficiência no uso da água em uma região onde é tão escassa.

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