Cultivos de agricultores familiares se destacam por agrobiodiversidade

Agrobiodiversidade 1

Agricultora Maria Eucilene Bezerra, do Assentamento Nova Morada.

Coentro, cebolinha, alface, couve, tomate cereja, pimentão, cenoura, beterraba, macaxeira, cajarana, pinha, manga, laranja, limão, goiaba, moringa, gliricídia, flores e plantas medicinais. Todas essas frutas, verduras, legumes, forrageiras e outras plantas podem ser encontrados em propriedades de famílias agricultoras em pleno sertão nordestino, região caracterizada por seus longos períodos de estiagem. Essa agrobiodiversidade é possível através da implantação do Bioágua Familiar nos agroecossistemas familiares, permitindo a reutilização da água usada na casa para lavar louça, roupas e tomar banho – chamada de água cinza -, para irrigação de quintais produtivos. A variedade de cultivos é um desejo das famílias que é contemplada pelo Projeto Bioágua, de modo a garantir a segurança alimentar, a conservação e melhoria do solo, e um ambiente equilibrado, contribuindo para o controle natural de pragas e doenças.

“Um dos princípios básicos da agroecologia é a prática da diversificação de culturas. Na caatinga, todos os organismos vivos – plantas e animais -, estão em equilíbrio, por isso convivem sem problemas. Na produção agroecológica procura-se, dentro do possível, imitar o que ocorre na caatinga. Essa diversidade é o principal pilar da agroecologia para contribuir com a manutenção do equilíbrio do sistema e, consequentemente, do solo e das culturas. Portanto, o equilíbrio biológico, bem como a fertilidade do solo, não podem ser mantidos com apenas uma cultura”, explica Luiz Monteiro Neto, instrutor de manejo sustentável do Projeto Bioágua Familiar.

Agrobiodiversidade 2

Agricultora Elisberta de Oliveira Araújo, do Assentamento Nova Morada.

A diversificação das culturas nos quintais, além de manter o equilíbrio e conservação do agroecossistema, garantindo produções generosas e duradouras, tem outra consequência positiva: a melhoria na alimentação das famílias. Se antes não consumiam frutas e hortaliças por falta de condições financeiras, hoje estas fazem parte do dia a dia dos agricultores sertanejos. O excedente da produção pode ainda ajudar a incrementar a renda, sendo vendido em feiras da agricultura familiar.

Outro impacto positivo é a implantação de novas culturas, como a Leucena, Gliricídia, Mucuna Preta, Feijão de Porco e Crotalária, leguminosas que podem servir de fonte de alimento para os animais, que no período seco ficam bastante necessitados de alimentos verdes. Essas culturas, devido ao alto teor de nitrogênio, também promovem a melhoria da qualidade do solo, através das práticas de adubação verde e cobertura morta.

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